O popular ganha a cena: Formas de representação social e práticas de consumo nas novelas contemporâneas.

Autor: Régis Wendel Rabelo Luccas.

Projeto experimental apresentado por Régis Wendel Rabelo Luccas, matrícula 112030010, como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social – habilitação Publicidade e Propaganda.

Orientador: Prof.ª. Guilherme Nery Atem.

RESUMO

O enredo das telenovelas dos últimos dez anos tem apresentado algumas mudanças no modo de representação dos personagens, cenários e ambientes considerando suas formas de organização social, práticas culturais e hábitos de consumo. O presente trabalho monográfico tem como objeto central a análise crítica comparativa de duas tramas do horário nobre da Rede Globo em períodos distintos: Por Amor, de 1997, e Avenida Brasil, de 2012. A análise utiliza-se de teorias e mecanismos da Análise do Discurso Crítica, Semiótica e Representação Social para detectar a reprodução de símbolos e linguagens por meio do discurso dos personagens e da narrativa, que evidenciem práticas de consumo e valores culturais em concordância com a configuração social e econômica vigentes nas respectivas épocas de transmissão das obras. O objetivo é identificar se as mudanças no enredo focado na representação do popular e das minorias sociais nas novelas contemporâneas, tem alguma relação mercadológica com a reconfiguração social da última década, sobretudo com o aumento da renda e poder de consumo dos setores de base da pirâmide social, considerada por alguns teóricos como a ascensão da Classe C. A pesquisa acaba por concluir que embora os tipos sociais representados continuem sendo são mesmos nos deferentes períodos, há um deslocamento do foco de abordagem para atingir determinados grupos com maior potencial de consumo, construindo novas representações sociais e reforçando novos estereótipos.

Palavras-chave: Novela, representação, símbolos, identidade, consumo.

TCC – Régis Rabelo


Crime contra o Direito Autoral, previsto nos Artigos 7, 22, 24, 33, 101 a 110, e 184 a 186 (direitos do Autor formulados pela Lei 9.610/1998) e 299 (falsidade ideológica).