O mito do jornalista Mártir: uma análise dos casos Tim Lopes e Santiago Andrade.

Autor: Roberta Rodriguez Alves de Souza Thomaz.

Projeto experimental apresentado por Roberta Rodriguez Alves de Souza Thomaz, matrícula 21030127, como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo.

Orientador: Prof.ª. Dr.ª. Sylvia Moretzsohn.

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo demonstrar a maneira com que a construção romântica da profissão, sustentada pela própria imprensa, legitima a imagem do jornalista morto como mártir, um profissional que se sacrificou a serviço da sociedade. Para tal, tornam-se objetos de estudo os casos de dois jornalistas mortos em serviço: Tim Lopes, em 2002, e Santiago Andrade, em 2014. Tim foi assassinado por traficantes enquanto apurava uma suposta denúncia sobre a exploração de menores em bailes funk na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Já Santiago foi atingido por um rojão na cabeça enquanto fazia imagens de um protesto que acontecia próximo à Central do Brasil, também na cidade do Rio. Ambos os casos foram tratados com revolta pela imprensa, que buscou apontar culpados e cobrar das autoridades públicas as devidas condenações. A discussão, porém, deve ir além: qual seria a culpa das empresas jornalísticas na morte de seus funcionários; quais são os limites até onde deve ir o jornalista e como a mistificação de sua imagem profissional contribui para que esses mesmos limites se rompam.

Palavras-chave: Repórter infiltrado. Tim Lopes. Santiago Andrade.

TCC – Roberta Thomaz


Crime contra o Direito Autoral, previsto nos Artigos 7, 22, 24, 33, 101 a 110, e 184 a 186 (direitos do Autor formulados pela Lei 9.610/1998) e 299 (falsidade ideológica).