Violência de Gênero e as narrativas da Grande Mídia: uma comparação entre os jornais O Globo e Extra.

Autor: Gabriela Vasconcellos Véras.

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharelado.

Orientador: Prof.ª. Carla Baiense.

RESUMO

Considerando o papel assumido pela mídia na formação do imaginário social (MARIANI, 1998) e mesmo do cotidiano das pessoas (WOLF, 2001), faz-se necessário analisar o que é noticiado diariamente e, além disso, também o que não é noticiado. Os chamados “critérios de noticiabilidade”¹ (LAGE, 2001) tentam impor regras para o fazer jornalístico, como “ser de interesse público”, ou “fugir ao cotidiano”. A violência contra a mulher, em todas as suas formas, faz parte do cotidiano – basta olhar as estatísticas para perceber. Dentro do campo da Comunicação Social, a hipótese da Agenda Setting (MCComb e Shaw, 1972) ajuda a entender as relações entre a pauta jornalística e o que está na pauta da agenda pública. No entanto, apenas descobrir se a violência contra a mulher é pautada pelos veículos não seria suficiente para esta pesquisa. Seria preciso descobrir de que forma ela é noticiada. Para isto, serão utilizados alguns aspectos da edição jornalística, bem como o conceito Enquadramento (Goffman, 1974). O presente trabalho é uma análise comparativa entre dois veículos impressos, de periodicidade diária e que pertencem ao mesmo grupo, tendo, no entanto, públicos-alvo distintos, O Globo e Extra, visando a entender como o fazer jornalístico se posiciona perante este grave problema social. Antes, faz-se necessário esclarecer a aplicação de um termo utilizado por estudiosos e membros do movimento feminista: Violência de Gênero. Para isso, será utilizada a linha da pesquisadora brasileira Heleieth Saffioti (1987)², que leva em conta não apenas a questão do gênero, mas também as questões social e racial.

Palavras-chave: Violência de Gênero, Mídia, Mulher, Patriarcado.

TCC – Gabriela Véras


Crime contra o Direito Autoral, previsto nos Artigos 7, 22, 24, 33, 101 a 110, e 184 a 186 (direitos do Autor formulados pela Lei 9.610/1998) e 299 (falsidade ideológica).